GERAÇÃO EVEREST

JUN-JUL 2026 - Edição 09

Editorial Editorial

Querido leitor,

É com imensa alegria que apresentamos esta edição da nossa revista, iluminada pelo eixo "Talentos que geram encontro e comunhão". Nesse bimestre, vimos que a busca pela verdade também se expressa pela criatividade. Mediante a cultura, a ciência e a convivência, testemunhamos que o conhecimento compartilhado é capaz de unir gerações e edificar a comunidade.

Acreditamos que o aprendizado floresce onde há sentido e entusiasmo. Contemplamos essa alegria de aprender no assombro das nossas crianças da Educação Infantil ao descobrirem suas raízes, no rigor científico de nossos jovens na Science Fair e na participação da comunidade em nossa Festa Junina.

Cada habilidade desenvolvida por nossos alunos é, essencialmente, um dom de Deus a ser cultivado. Em nossa visão cristã, esses talentos não visam ao sucesso individual, mas sim ao desabrochar de uma liderança de serviço. Seja expressando-se pela arte, pela ciência ou engajando-se em ações sociais, nossos estudantes aprendem a colocar suas capacidades a serviço do bem comum e da justiça.

Que o nosso lema, Semper Altius, continue a guiar a parceria entre escola e família rumo ao crescimento integral de nossos alunos.

Boa leitura!

Entrevista Fernando G. Entrevista Fernando G.

Futuro médico e estudante de Engenharia Biomédica na University of Maine (EUA), o ex-aluno Fernando relembra sua trajetória no Everest e o papel dos valores em suas conquistas internacionais. Confira.

Geração Everest: Hoje, estudando Engenharia Biomédica na University of Maine rumo à faculdade de Medicina, como você avalia o impacto do bilinguismo e do inglês do Everest nessa transição para a Falmouth High School e para a sua vida acadêmica nos Estados Unidos?

Fernando G. O bilinguismo do Everest fez toda a diferença na minha transição para a Falmouth High School e, mais tarde, para a universidade nos Estados Unidos. Cheguei já com uma base muito sólida de inglês, o que me permitiu acompanhar as aulas, participar das discussões e me adaptar com muito mais confiança.

Hoje, na University of Maine, continuo colhendo os frutos dessa formação, principalmente em uma área tão técnica quanto a Engenharia Biomédica, em que grande parte da literatura é em inglês.

Geração Everest: Quais são as lembranças mais marcantes da sua época do Everest e o que mais influenciou o seu gosto pelos estudos?

Fernando G. Tenho muitas lembranças especiais do Everest, especialmente das amizades que construí, dos professores que sempre nos encorajaram e do ambiente acolhedor da escola. Sempre me senti motivado a aprender porque os professores despertaram nossa curiosidade e mostraram que estudar poderia ser algo interessante e desafiador.

Esse incentivo desde cedo foi fundamental para desenvolver meu interesse pela Ciência e pela área da Saúde, que hoje é o caminho que escolhi seguir.

Geração Everest: Em uma área de estudos tão exigente e voltada para o cuidado humano como a Medicina, como os valores éticos e cristãos aprendidos no Colégio Everest direcionam a sua rotina e a sua visão de futuro profissional?

Fernando G. O Everest sempre enfatizou a importância de educar não apenas bons alunos, mas também boas pessoas. Os valores éticos e cristãos que aprendi lá me lembram diariamente da importância do respeito, da empatia, da honestidade e do serviço aos outros.

Na área de Medicina, acredito que o conhecimento técnico é essencial, mas cuidar das pessoas com compaixão e dignidade é o que realmente faz a diferença. Quero construir uma carreira baseada não apenas na excelência profissional, mas também no compromisso de servir e fazer o bem.

Geração Everest: Olhando para a sua trajetória — que começou aqui no Everest e agora ganha o mundo na área da saúde e da tecnologia —, qual conselho ou mensagem de incentivo você deixaria para os nossos atuais alunos que também sonham alto em suas carreiras acadêmicas e pessoais?

Fernando G. Meu conselho é que você nunca deve ter medo de sonhar grande e sair da sua zona de conforto. Aproveite todas as oportunidades que a escola oferece, valorize os professores e construa uma base sólida de conhecimento e valores. O caminho nem sempre será fácil, mas com dedicação, disciplina e perseverança é possível alcançar objetivos que, antes, pareciam distantes.

Acredite no seu potencial, mantenha a curiosidade de aprender e nunca pare de agir com humildade e integridade. Essas qualidades abrirão portas em qualquer lugar do mundo.

Aprender com sentido e alegria: Semana Cultural e Science Fair

No Colégio Everest, o verdadeiro aprendizado floresce quando a inteligência e o coração caminham juntos. Sob essa premissa de aprender com sentido e alegria, celebramos dois marcos fundamentais do nosso calendário pedagógico e pastoral que transformam nossos alunos em autênticos buscadores da verdade: a Semana Cultural da Educação Infantil e a Science Fair (Feira de Ciências).

Semana Cultural: a infância que descobre o mundo com assombro

Na Educação Infantil, a alegria é o motor do conhecimento. Durante a nossa Semana Cultural, as salas de aula e pátios transformam-se em cenários de pura criatividade, expressão e convivência. Através da ludicidade, da arte e do resgate de ricas tradições, nossas crianças experimentam o mundo com o assombro próprio da infância.

Aprender com alegria, nesta etapa, significa tocar, pintar, encenar e partilhar. Cada atividade é desenhada para desenvolver não apenas competências cognitivas e motoras, mas também a dimensão social e afetiva.

Quando valorizamos a cultura, ensinamos nossos pequenos, desde cedo, a olhar o outro com respeito, nobreza e espírito de comunidade, percebendo a beleza que existe na diversidade da criação de Deus.

Science Fair: a investigação científica à luz da Verdade

À medida que os alunos crescem, a curiosidade natural transforma-se em método e protagonismo na Science Fair. A pesquisa científica, em nossa perspectiva cristocêntrica, é uma forma de contemplar a inteligência do Criador manifestada na natureza.

Ao buscarem a verdade científica com dedicação e ética, nossos jovens exercitam a liderança cristã e a responsabilidade social, preparando-se para serem agentes de transformação no mundo.

Aliança entre família e escola

A beleza da Semana Cultural e da Science Fair ganha sua cor mais viva quando abrimos nossas portas para acolher as famílias. Ver os pais caminhando pelos corredores, ouvindo atentamente as explicações de seus filhos, sorrindo com as apresentações e partilhando do orgulho de cada descoberta reforça a nossa convicção de que a família é a aliada prioritária no processo formativo.

Que as sementes de curiosidade, amizade e busca pelo bem plantadas nesses dias continuem a germinar no coração de cada um, fazendo do ato de aprender uma eterna e alegre descoberta.

Cultura que une gerações: a tradição, a fé e a alegria em nossa Festa Junina

Há celebrações que marcam profundamente a história e o coração das nossas famílias. A tradicional Festa Junina do Colégio Everest Internacional é, sem dúvida, um desses momentos de graça, quando nossa comunidade educativa se une para celebrar a riqueza das nossas raízes, a alegria do encontro e o valor inestimável dos vínculos familiares.

Inspirada no nosso Ideário e no compromisso de oferecer uma formação integral que valoriza a pessoa humana em todas as suas dimensões, a nossa festa transcende o aspecto do entretenimento: ela é uma expressão viva de partilha entre gerações.

Ao trazermos para os nossos pátios as danças típicas, os trajes coloridos, as músicas regionais e as brincadeiras tradicionais, estamos ensinando aos nossos alunos o valor da nobreza cultural.

Cada ensaio e cada apresentação são, na verdade, ferramentas formativas. Através deles, nossas crianças e jovens desenvolvem a cooperação, a paciência, o autodomínio e, acima de tudo, o respeito e a admiração pela herança cultural que receberam.

Um encontro de gerações: avós, pais e filhos

O verdadeiro brilho da nossa Festa Junina está na convivência entre diferentes idades. É profundamente comovente ver os avós assistindo orgulhosos às quadrilhas dos netos, os pais colaborando ativamente na organização e os alunos de todos os segmentos — desde os pequeninos da Educação Infantil até os jovens do Ensino Médio — partilhando o mesmo espaço em um ambiente seguro, sadio e acolhedor.

Como nos recorda o Papa Francisco, “uma sociedade que não respeita os avós é uma sociedade sem memória e sem futuro”. No Colégio Everest, a escola e o lar caminham como aliados prioritários. A Festa Junina torna-se, assim, um cenário perfeito para que as crianças vejam seus pais e avós celebrando juntos, entendendo de forma prática que os valores mais preciosos da vida são transmitidos no olho no olho, no afeto e na convivência real.

Solidariedade e caridade em ação

Para a identidade católica do Regnum Christi, a alegria cristã nunca caminha sozinha: ela está sempre unida à caridade e ao serviço ao próximo. A nossa Festa Junina não se encerra nos muros do Colégio. Através do engajamento de toda a comunidade na arrecadação de alimentos, prendas e recursos, a diversão transforma-se em um gesto concreto de amor.

O empenho dos nossos alunos em ajudar nas barracas e colaborar com as gincanas solidárias estimula o desenvolvimento da liderança cristã e o olhar atento aos mais vulneráveis. Assim, celebramos a vida sabendo que estamos estendendo a mão àqueles que mais precisam, transformando a nossa festa em um autêntico testemunho evangélico.

Agradecemos a cada família, professor, colaborador e aluno que dedicou seu tempo e seu carinho para fazer deste evento um marco de unidade.

Que possamos continuar caminhando juntos — avós, pais, educadores e filhos — rumo ao ideal de sermos sempre melhores (Semper Altius), construindo uma comunidade escolar que é, acima de tudo, uma extensão do calor e do amor de cada lar.

Avaliar para crescer na verdade: o sentido formativo do progresso escolar

No Colégio Everest, a busca pela excelência acadêmica caminha de mãos dadas com a formação do caráter. Longe de ser apenas uma métrica fria de notas, a avaliação é compreendida como um processo profundamente humano e formativo: um caminho para crescer na verdade.

A disciplina e a avaliação como caminhos de liberdade responsável

Crescer na verdade exige autoconhecimento. A avaliação formativa oferece ao aluno um espelho justo de sua aprendizagem, permitindo que ele reconheça seus talentos e encare suas fragilidades com humildade e coragem.

Olhar para o próprio desempenho com verdade afasta dois grandes riscos da juventude: a presunção (achar que não precisa melhorar) e o desânimo (achar que não é capaz).

Ao compreender o erro não como um veredito, mas como ponto de partida, o estudante assume o protagonismo de sua história, desenvolvendo uma liberdade responsável e a autêntica maturidade.

Quando ele compreende o "porquê" e o "para quê" está a ser avaliado, o estudo deixa de ser uma obrigação externa feita por medo da punição ou busca por recompensa, e passa a ser um compromisso com o seu próprio desenvolvimento integral (Semper Altius).

Para que esse crescimento aconteça, a parceria com as famílias é indispensável. Quando os pais recebem os resultados não como meras estatísticas, mas como oportunidade de diálogo e suporte mútuo, lar e escola passam a falar a mesma língua.

Em vez de focar apenas no número final, somos convidados a olhar para o processo: Houve dedicação? Como está a rotina de estudos em casa? Onde podemos apoiar juntos? Esse olhar conjunto e acolhedor assegura que a criança ou o adolescente se sinta seguro e motivado a superar os seus limites, sabendo que o seu valor como pessoa nunca é reduzido a uma nota.

O horizonte do crescimento integral

Como nos recorda o nosso compromisso pastoral, toda a nossa ação educativa deve refletir o amor de Cristo, que sai ao encontro de cada um, acolhe com caridade e orienta com a verdade. Avaliar, portanto, é um ato de profundo cuidado pedagógico.

A avaliação ensina a responsabilidade: colhemos os frutos da nossa dedicação, da nossa organização e da nossa constância. É um exercício prático de maturidade moral e intelectual que prepara os nossos jovens para os desafios futuros, ensinando-os a agir com integridade e retidão em todas as circunstâncias.

Queremos que cada avaliação realizada nos pátios e salas do Colégio Everest ajude os nossos alunos a crescerem em sabedoria, responsabilidade e consciência do bem, tornando-se homens e mulheres íntegros, amantes da verdade e prontos para servir à sociedade.

Entrevista Cecília C. Entrevista Cecília C.

"Do Everest para o mundo": confira a história da Cecília, ex-aluna formada em 2025 que une aprovação na UFRJ, multilinguismo e uma sólida formação com valores.

Geração Everest: Você tem uma história muito longa e bonita com o colégio. Como foi essa trajetória desde os seus primeiros anos de vida escolar e qual o sentimento que fica ao olhar para trás?

Cecília C.: Eu me formei em 2025 e estava no colégio desde muito pequenininha, desde o Kinder. Eu sou loucamente apaixonada pelo Everest. Sou muito grata a todas as oportunidades que eu tive, experiências nacionais e internacionais, e eu sinto que o colégio influenciou muito a Cecília como pessoa, nas minhas virtudes, na minha visão sobre o mundo… e eu sou muito grata.

Geração Everest: Conta para a gente um pouco dos seus planos após sua formação no Everest?

Cecília C.: Em breve eu estarei na Itália fazendo um intercâmbio em busca de aperfeiçoamento cultural e linguístico. Aprender italiano foi algo que o Everest sempre me impulsionou muito. Será a minha quarta língua, já que o inglês a gente tem desde pequenininho, desde o Kinder aqui no Everest, e o espanhol começa a partir do sexto ano.

Geração Everest: Como o Colégio Everest incentivou você a ir além dos seus limites e de que forma isso se refletiu na sua aprovação no vestibular?

Cecília C.: Ao longo desses 16 anos de Everest, eu tive acesso a diversas oportunidades. O colégio foi sempre me desafiando, me impulsionando. Eu fui incentivada a correr atrás dos meus sonhos e a quebrar barreiras que antes eu tinha. Não é à toa que eu passei no vestibular de arquitetura mais concorrido do Rio de Janeiro. Tô fazendo curso de arquitetura na UFRJ e eu me sinto muito preparada para esse novo capítulo da minha vida.

Geração Everest: A formação católica é um dos grandes pilares do Everest. De que forma isso impactou a sua fé ao longo dos anos e como você enxerga a formação que recebeu para o futuro?

Cecília C.: Eu estou muito ansiosa para participar de uma Missa celebrada pelo Papa Leão. Como católica, é uma experiência muito importante para fortalecer a minha fé, algo que o Everest sempre me incentivou muito, seja pela presença dos padres no colégio, seja pelas Missas mensais. Essa é a verdadeira formação integral. Eu sei que eu terei vários desafios para enfrentar, mas eu me sinto muito preparada, porque aqui é “do Everest para o mundo!”.

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